Diário da Cia. Arthur-Arnaldo por Tuna Serzedello
   
 
 

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Amigos,


"Uma Pilha de Pratos Na Cozinha", com texto e direção do Mário Bortolotto

é uma das peças mais lindas e marcantes que nós, do elenco, temos a honra de fazer parte.

Muita gente não viu, e muita gente quer ver de novo.

A gente vai se reunir e montar a peça com apresentação única nesta próxima quinta-feira, 

dia 17 de dezembro, 21h00, lá no Satyros 1.

Se houver quorum, a gente faz uma segunda sessão.

Toda a bilheteria arrecadada vai pra dar uma força pro Marião.

Ajudem-nos a divulgar, ok?

Abs,

Otávio Martins


Tá divulgado Otávio!

Parabéns pela iniciativa.



Escrito por Tuna Serzedello às 15h10
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Beth Néspoli.

O texto certo na hora certa.

 

 

Mario Bortolotto e violência: uma falsa associação

Título do blog 'Atire no dramaturgo' é homenagem ao livro 'Atire no Pianista', de David Goodis

Beth Néspoli, de O Estado de S. Paulo

A inquietação mais intensa diz respeito ao equívoco envolvendo o nome do blog de Bortolotto, intitulado Atire no Dramaturgo. Muitos se preocuparam em esclarecer a origem desse batismo, homenagem ao livro Atire no Pianista, do David Goodis. Trata-se de um romance policial que, por sua vez, remete ao cartaz NÃO ATIRE NO PIANISTA que podia ser lido nos saloons do Velho Oeste.

Outra fonte de equívoco talvez tenha vindo das imagens publicadas no blog de Bortolotto da peça Brutal, em cartaz no Espaço dos Parlapatões na madrugada do assalto. Sobretudo uma imagem, respingada de sangue, da atriz Maria Manoella. Mulher do ilustrador Carcarah, que também foi baleado, ela enfatiza: "a peça é um manifesto contra a violência."

Ainda assim, o tom de Brutal é quase exceção na vasta obra desse dramaturgo. Os personagens de Bortolotto costumam portar mais copos do que armas; há mais outsiders do que bandidos. Editadas, são 19 peças, em três livros de coletâneas. Quem se der o trabalho de ler verá que mesmo os bandidos, em sua maioria, como no velho oeste, orgulham-se de um código de honra no qual não cabe o ataque covarde.

Há quem compare Bortolotto ao Plínio Marcos, mas se há algo em comum, é apenas a compaixão pelo ser humano desgarrado. E só. São universos diferentes. Os personagens de Plínio Marcos lutam para se integrar. Gostariam de ter família, casa e carro, mas têm um impedimento de origem: a pobreza extrema. Por isso são trágicos, nascem marcados por um destino imutável. Querô, filho de uma prostituta que se matara tomando querosene e é criado num bordel, não pode conquistar nada na vida. Seu meio ambiente e seus recursos não permitem, ainda que ele tente.

Já os protagonistas de Bortolotto tornam-se marginais - no sentido de estar à margem, na periferia do sistema econômico - por conta de sua escala de valores. Eles recusam a ideia da conquista de um carro 4x4, roupas de grife, casa na praia e celular último modelo como sinônimo de sucesso. São marginais porque preferem a liberdade de não produzir em série numa esteira industrial, coisa antiga, ou de "serem produzidos em série", expressão talvez mais pertinente ao jovem trabalhador na atual sociedade de consumo digital. Uma dramaturgia assim nada tem a ver com o estímulo à violência, pelo contrário. Hoje em dia mata-se e morre-se por um "vai passando o celular" como disse o assaltante que atirou em Bortolotto, no testemunho de seu amigo Carcarah, também baleado. E Bortolotto, que não dá a mínima por um celular, reagiu, provavelmente pelos amigos.

Fiel ao que prega, ele não tem muitos bens materiais, apenas uma quitinete no centro da cidade, comprada com os direitos autorais pagos pelo ator Raul Cortez por duas de suas peças, seus livros e sua obra, essa última um bem 'apenas' simbólico, imaterial. Tem muitos amigos e de boa cepa. "Cuidado com a vaidade da dor", foi uma frase ouvida pela reportagem do Estado no sábado, na Santa Casa de Misericórdia. Havia ali um acordo tácito de não se gravar entrevistas para a televisão. Assim, evitou-se o espetáculo da comiseração e da solidariedade forçada. Carcarah, ilustrador, autor dos desenhos de capa de dois livros de Bortolotto, um deles Atire no Dramaturgo, compilação de textos do blog, hesitou em dar entrevista ao Estado depois de ter alta do hospital. "Pode dar a impressão de que estou querendo aparecer. Quem tem de falar é ele, quando estiver bom." Bortolotto pode não ter muito a esclarecer, mas vai saber que os valores de seu teatro têm ressonância. No mínimo, entre seus amigos, que não são poucos.

 

 



Escrito por Tuna Serzedello às 22h56
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Mais uma da série: como ainda tem gente bacana no mundo.

Muito legal essa iniciativa dos amigos do Mário Bortolotto.

Aproveito para divulgar e convidá-los a passar por lá para contribuir. Não é só o dinheiro do tratamento, mas quem trabalha com teatro, só recebe enquanto está trabalhando.

Não tem afastamento dos palcos por questões médicas que seja remunerado.

Vamos ajudar pois ele, felizmente, já está preparando sua saída da UTI.

Vida longa ao Mário Bortolotto.

 

* Quem quiser ajudar diretamente, aqui estão os dados bancários da família para contribuições:

Cristiane do Carmo Viana

Banco Unibanco Agência: 0935 Conta Poupança: 127721-6.


A direção da Santa Casa também está necessitando de doadores de sangue que devem se dirigir à própria entidade situada à rua Cesário Motta Jr, 112- Vila Buarque


A peça "Brutal" de autoria do Mário, terá apresentação com verba totalmente revertida para o seu tratamento nesta sexta feira (11/12/09) à meia noite.

Apareça e não pague meia-entrada.


 



Escrito por Tuna Serzedello às 22h25
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Atiraram no dramaturgo.

Os tiros disparados ontem contra o Mário Bortolotto e o Carcarh atingiram a minha honra.

Poderia ter sido eu sentado lá no bar dos Parlapatões.

É como se a linha que divide a ficção da realidade tivesse sido quebrada com esses tiros.

O mais revoltante é que o autor dos disparos poderia ter sido escrito pelo próprio Mário, um ladrão pé de chinelo, fracassado, desastrado. Esses tipos são comuns no universo do autor.

A criatura veio tirar satisfações com seu criador.

Na peça "Aos Ossos que tanto doem no inverno" que a Soledad dirigiu, ele ficava a peça inteira com uma espingarda desarmada apontada para o Nelson Peres e ao final da peça os dois se descobriam vítimas das mesma circunstância, deixavam a questão de lado e tomavam um uísque ouvindo Chet Baker.

Na "vida real" o disparo atingiu não ao peito, do autor nem do ator, mas do homem.

No romance "Névoa" do espanhol Miguel de Unamuno, o personagem é avisado pelo seu autor que ele irá morrer, pois já escreveu seu fim.

No caso do Mário o autor é ele.

Ele é quem vai escrever o final dessa história. Não um final feliz, pois na sua obra não há espaço para a hipocrisia, mas uma reviravolta onde ele voltará para a mesma mesa de bar que ficou vazia por alguns dias.

Só alguns dias.

Estamos torcendo.


 



Escrito por Tuna Serzedello às 16h51
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Oportunidade.

O link para fazer sua inscrição é: http://spescoladeteatro.org.br/



Escrito por Tuna Serzedello às 16h51
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DNA.

No último dia 3 de novembro (2009) vivemos um dia muito especial. O espetáculo DNA teve quatro apresentações com casa cheia no Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros para os jovens do projeto FEMSA leva ao teatro.

O projeto leva jovens de diversas instituições para assistirem a alguns dos espetáculos indicados ao Prêmio FEMSA de Teatro e DNA foi um dos escolhidos. Já tivemos essa experiência no ano passado com "Zé Mané, Primazé e outro Zé".

Foi um dia inesquecível pois pudemos vivenciar a experiência de iniciar na linguagem teatral diversos jovens e realizar alguns debates sobre os temas que a peça aborda como o bullyng, a violência, o sistema educacional, entre outros.

O projeto de levar jovens ao teatro é muito importante e deve ser somado ao de dar oportunidades para que eles possam experimentar o fazer teatral, pois como diz Boal: "o ato de transformar é transformador". Vivendo e vendo teatro tenho certeza de que a visão de mundo de qualquer jovem será mudada para melhor.

Outro motivo de orgulho é que neste mesmo dia uma equipe de cinema captou imagens das apresentações e dos bastidores para um doumentário sobre comportamento jovem dirigido pelo Pascoal Samora e pela Denise Adams. Estamos muito felizes e curiosos com o resultado.

Mais sobre o dia no site da FEMSA: http://www.femsabrasil.com.br/ler_noticias.php?id=39&pos=4

30/10/2009

Grupo FEMSA leva mais de 700 jovens estudantes de empreendedorismo de São Paulo ao teatro

Alunos assistirão o espetáculo

Há sete anos o Grupo FEMSA, maior empresa integral de bebidas da América Latina, beneficia jovens de cursos de preparação para o mercado de trabalho de várias instituições da cidade de São Paulo com o programa "FEMSA Leva ao Teatro". Mais que inclusão cultural, o objetivo é transformar o teatro em uma ferramenta de educação estimulando a formação de novas platéias e um repertório cultural de maior valor - trabalho acompanhado de perto pela arte-educadora e docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade São Paulo (ECA-USP), Ingrid Koudela.

No próximo dia 3 de novembro, terça-feira, a FEMSA levará 776 jovens participantes dos programas "Educação para o Trabalho" e "Coletivo" (programas que procuram desenvolver as competências básicas necessárias para o ingresso e a permanência no mercado de trabalho) para assistir ao espetáculo DNA, no Teatro da Cultura Inglesa-Pinheiros. Serão 18 ônibus para as quatro seções programadas, além da distribuição de um kit-lanche para todos que participam do evento.

Desde que o programa foi criado, mais de 50 mil crianças e jovens que residem na cidade já foram beneficiados.

Local- Teatro da Cultura Inglesa - Pinheiros
Horários- 9h30 / 11h30 / 14h00 /16h00

Números
- Projeto tem 07 anos
- Para esta edição serão 776 jovens
-Total de beneficiados: 50.713 crianças e jovens
- 18 ônibus



Escrito por Tuna Serzedello às 10h37
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Transformação.

"Shakespeare dizia  que o teatro é um espelho que nos mostra nossos vícios e virtudes. O Teatro do Oprimido quer ser um espelho mágico onde possamos, de forma organizada, politizada, transformar a nossa e todas as imagens de opressão que o espelho reflita.

A imagem é ficção, mas quem a transforma não é. Penetrando nesse espelho, o ato de transformar transforma aquele ou aquela que o pratica. Um poeta se faz poetando, um escritor escrevendo, um compositor compondo, um professor ensinando e aprendendo, um Curinga curingando- um cidadão se faz agindo, social, política e responsavelmente.

O ato de transformar é transformador."

Extraído do último livro do Augusto Boal "A Estética do Oprimido".

É um livro-testamento em que ele coloca e resume com maturidade tudo o que acredita e construiu nesses anos de trabalho.

É leitura obrigatória.

[Boal+-+A+Estética+do+Oprimido+-capa.jpg]

 



Escrito por Tuna Serzedello às 11h43
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A despedida do mestre.

Sexta feira 13.

Acordo com a notícia do falecimento de um querido professor.

Com a morte dele, renascem as lembranças.

Das aulas, ensinamentos, risadas, questionamentos.

A dívida eterna daquele que não me ensinou a ler, mas ensinou algo ainda mais importante: o gosto pela leitura e o prazer de escrever.

Suas palavras seguem vivas nos seus inúmeros alunos: a morte não vai te fazer “calar a boca”.

Martinho, muito obrigado.



Escrito por Tuna Serzedello às 10h34
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Leitura.

mais informações no site do b_arco: www.obarco.com.br



Escrito por Tuna Serzedello às 12h13
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Do Blog do grande ator Nelson Peres, que por sinal se chama "Escuta Zé":

http://escutaze.zip.net/

 

Pra hoje, pras crianças e pros que as acompanham

Pra quem tem filho, vale a pena dar uma corrida ao Sesc Consolação às 11:00h para assistir Zé Mané, Primazé e outro Zé.

Puta trabalho legal, dirigido pela minha querida diretora Soledad Yunge, com texto do Tuna Serzedello (seu parceiro de criação e marido também),

que faz parte do ótimo elenco da peça. É bom demais e ainda é de graça. Não é qualquer pessoa  que pode falar sobre a morte para crianças.

E eles fazem isso de uma maneira muito bacana. Os meus filhos saíram de lá com uma idéia sobre o inevitável um tanto interessante.

Uma hora eu conto com mais detalhes algumas passagens no último final de semana que vieram.

 

Obrigado Nelsinho! É uma honra frequentar as linhas do seu blog.



 



Escrito por Tuna Serzedello às 17h40
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Acaba amanhã! (31/10/09)

Último dia para ver o Zé.

http://altacultura.wordpress.com/2009/10/24/ze-mane-primaze-e-outro-ze/

 

Zé Mané, Primazé e outro Zé

Zé Mané, Primazé e outro Zé - Divulgação

O espetáculo teatral “Zé Mané, Primazé e outro Zé”, da Cia Falbalá tem quatro atores que atuam como narradores das histórias em que Zé Mané, Primazé e o Zé Proeza tentam enrolar a morte para ganhar mais um tempo antes de “ir com a famigerada”. O espetáculo foi indicado ao prêmio FEMSA Coca-cola de Teatro Infantil 2008, nas categorias de melhor espetáculo,melhor texto adaptado e melhor atriz.

serviço

o quê: Zé Mané, Primazé e outro Zé
quando: 24 e 31 de outubro, sábados às 11h
onde: Sesc Consolação
endereço: Rua Dr. Vila Nova, 245 – Centro
telefone:(11) 3234.3000
ingresso: gratuito – retirar uma hora antes do espetáculo
informação:www.sescsp.org.br



Escrito por Tuna Serzedello às 17h36
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Só mais dois dias.

Não perca a oportunidade de conferir o "Zé Mané..." com Entrada Franca.




Escrito por Tuna Serzedello às 22h10
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CONVITE

 

 



Escrito por Tuna Serzedello às 17h50
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Mais sobre o Zé!

No especial sobre teatro x infância do site Colherada Cultural:

 

tema do mês: infância

O desafio de quem faz teatro para crianças

por Estela Cotes - 15 de outubro de 2009

 

Elas interagem por natureza. São espontâneas, não sabem fingir, e não seria diferente dentro de um teatro. Nesta época do ano, fervilham encenações para o público infantil. Ao assistir dois espetáculos em cartaz, a minha dúvida era: quais são os desafios e as preocupações enfrentados por quem os monta?
 

MAIS DIFÍCIL E MAIS GOSTOSO

 

Peça “Zé Mane, Primazé e outro Zé”Peça “Zé Mane, Primazé e outro Zé”
Desde 1995, Tuna Serzedello trabalha com teatro infantil. Atualmente está com o espetáculo “Zé Mane, Primazé e outro Zé”, dirigida por Soledad Yunge, que tem três personagens que tentam o tempo todo driblar a “famigerada”, a morte. Ao Colherada, ele especifica como é o desafio de fazer teatro para os pequenos.

 

“As crianças são muito exigentes e não se contentam com pouco. É um exercício muito grande para o ator buscar o tom correto para não parecer infantilóide. O texto precisa ser inteligente, instigante e divertido. Cenário e figurinos precisam fugir da ilustração e provocar a imaginação dos pequenos. Não precisa se preocupar em ensinar nada! Quem ensina são os pais e a escola; o teatro diverte, transporta, estimula e cria as situações para que os adultos possam discutir e ensinar as crianças.”

Atualmente, a produção infantil tem apresentado diferentes propostas, que vão desde as tradicionais marionetes até espetáculos para pequenos a partir de 2 anos. Para Tuna, “nós temos um panorama muito rico de companhias e peças. Com as temáticas abordadas podemos criar um tratado sobre a época em que vivemos: morte, separação, gêneros, medo, câncer. Não existe tema proibido, existe uma forma adequada de abordar a questão e as nossas companhias estão acertando muito. Desde a manipulação de bonecos, até pesquisas cênicas aprimoradas. Contar uma história nunca foi tão bacana!”

(http://colheradacultural.com.br/content/20091015010528.000.5-M.php)


 



Escrito por Tuna Serzedello às 18h14
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Amanhã é dia de Zé!

A temporada do "Zé Mané, Primazé e outro Zé" no SESC Consolação continua.

Amanhã (17/09/2009) 11h tem espetáculo com ENTRADA FRANCA.

Apareça.

Aproveito para postar matéria publicada no caderno Folhinha da Folha de SP, no ano passado, sobre a peça.

Até amanhã!



Escrito por Tuna Serzedello às 09h43
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