Diário da Cia. Arthur-Arnaldo por Tuna Serzedello
   
 
 

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"Rolê" de Tuna Serzedello neste final de semana no SESC SOROCABA com Entrada Franca!

Rolê
Foto: Edson Kumasaka
12

Não permitido ou recomendado para menores de 12 anos

Sesc Sorocaba apresenta o espetáculo “Rolê” no dia 20, sábado, às 16h, no Teatro da Unidade. Escrita e produzida pela Cia. Arthur Arnaldo, a comédia traça um panorama sobre as dificuldades da definição da sexualidade.

A peça retrata a efervescência da descoberta do sexo e as fronteiras entre amor e sexo e púbico e privado: Bruno falhou com Andréia. Carina sugere que ela experimente com garotas. Felipa namorava com Letícia. Tomás namora Felipa e quer fazer uma noite a três. Bruno consegue com Carina e com Tomás. Um vídeo íntimo acaba parando no celular de todo mundo. A coordenadora não consegue compreender tantas relações. Estas são algumas das situações mostradas no espetáculo.

Quando

Sábado, 20/05, às 16h

Fique Atento

A retirada dos ingressos acontece com 01 hora de antecedência

Preço

Gratuito

Local

Sesc Sorocaba - Rua Barão de Piratininga, 555 - Jardim Faculdade

Site

www.sescsp.org.br/sorocaba

 

fonte: http://agendasorocaba.com.br/sesc-sorocaba/role/ 



Escrito por Tuna Serzedello às 19h08
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Curso de teatro gratuito com a Cia. Arthur-Arnaldo no Sesc Pompéia.

 



Escrito por Tuna Serzedello às 16h34
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Projeto Conexões 2018 - Inscrições Abertas.



Escrito por Tuna Serzedello às 10h32
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A Mostra da 10a Edição do Projeto Conexões de Teatro Jovem vai começar!

Mais informações aqui: http://conexoes.org.br/calendario-da-10a-mostra-conexes----programe-se



Escrito por Tuna Serzedello às 14h45
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OFICINA GRATUITA COM A CIA. ARTHUR-ARNALDO!



Escrito por Tuna Serzedello às 20h41
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Dia 31 de julho no SESC BAURU a Cia. Arthur-Arnaldo volta à campo com o clássico espetáculo:
OS PÉS MURCHOS X OS CABEÇAS DE BAGRE!

Salve a data!




Escrito por Tuna Serzedello às 14h18
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Aonde comprar o livro da peça ROLÊ?

 

Aqui: http://www.livrariacultura.com.br/p/role-46135220 

Boa leitura!



Escrito por Tuna Serzedello às 13h38
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Rolê será lançado em livro!

O livro com o texto da peça Rolê na íntegra, mais fotos e material pedagógico sobre a peça para escolas será lançado pela Ed. Giostri.

O evento de lançamento será no próximo dia 27/2, das 17h as 20h no Espaço dos Parlapatões. Apareçam!



Escrito por Tuna Serzedello às 21h55
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ROLÊ em cartaz no Centro Cultural São Paulo com ENTRADA FRANCA.





Escrito por Tuna Serzedello às 09h49
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 Projeto Conexões de Teatro Jovem 2016 - Inscrições Abertas para novos grupos.



Escrito por Tuna Serzedello às 09h47
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ROLÊ volta para 2a temporada no Centro Cultural São Paulo


Contemplado com o Programa Municipal de Fomento ao Teatro espetáculo da Cia. Arthur-Arnaldo faz temporada com Entrada Franca.

Uma geração a ser debatida. A peça “Rolê” volta em cartaz no CCSP para nova temporada em 2016. adultos. No amor tudo é permitido, mas como a sociedade encara essa permissão? A efervescência da descoberta do sexo, e as fronteiras entre amor e sexo, e púbico e privado  são temas desse espetáculo que diverte e faz pensar jovens e adultos.

A peça coleciona cenas curtas que ao serem lidas em conjunto trazem um pouco do que vivemos nos dias de hoje.

A primeira temporada chamou a atenção pela quantidade de jovens que assistiu a peça mais de uma vez. A segunda temporada, que vai de 26 de janeiro à 24 de fevereiro, terças e quartas 20h, tem tudo para superar a primeira, especialmente na polêmica.

“O público da peça tem ficado intrigado com os personagens da peça, em especial pelo discurso da única personagem “adulta”. Uns acham a peça moralista, outros que o texto não dá esperança. Eu penso que essa polêmica é excelente pois o objetivo do teatro é esse mesmo, fazer com que a plateia saia debatendo e discutindo os temas que ela levanta.” – diz o autor e diretor Tuna Serzedello.

 Rolê é fruto da nossa pesquisa continuada em teatro para jovens, e essa temporada  possibilitada pela Lei de Fomento ao Teatro com entrada franca é um presente para nós e para o público” comemora a diretora de produção e idealizadora do projeto #Jovens, Soledad Yunge.

O texto “Rolê” foi escrito a convite da curadoria do Centro Cultural São Paulo para uma leitura durante a programação do 22o Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade em 2014 e foi apresentada no festival em 2015.

 

Sinopse – Rolê

Já tentou ficar com meninas? E com meninos? E com os dois ao mesmo tempo? Rolê coleciona pequenas cenas para traçar uma selfie do momento em que vivemos.

 

Serviço

Temporada de “Rolê” no Centro Cultural São Paulo com Entrada Franca

 

Local: Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa *Rua Vergueiro 1000 – tel 3397 4002 próximo Estação Vergueiro do metrô

Temporada as terças e quartas as 20h de 26/01 a 24/02/2016

*na semana do Carnaval não haverá espetáculo

 Classificação Indicativa: 14 anos

Duração: 60 minutos

Lotação: 120 lugares

Preço: Entrada Franca

Ingressos distribuídos 2h antes da peça.

Site da cia: www.arthurarnaldo.com.br

Facebook: www.facebook/cia.arthurarnaldo

Essa temporada é parte do projeto #JOVENS contemplado pela 26a edição do programa municipal de teatro para a cidade de São Paulo. 



Escrito por Tuna Serzedello às 23h52
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Coro dos Maus Alunos na Escola Ocupada.



Escrito por Tuna Serzedello às 14h19
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Os Pés Murchos x Os Cabeças de Bagre - ENTRADA FRANCA  - na Casa de Cultura do Butantã.

29 de novembro - 11h.




Escrito por Tuna Serzedello às 09h45
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Arte&Sexualidade - Teatro como forma de expressão

dia 12/11/15 vou participar deste evento no Centro Cultural São Paulo.
com: Kleber Montanheiro, Tuna Serzedello e João Silvério Trevisan

240min - livre - Sala de Debates 
grátis - sem necessidade de retirada de ingressos

> Confira a programação completa do #CCSP:http://is.gd/YxMKNQ

Abaixo publico o artigo que escrevi para a ocasião.

 

Arte é sexo!

por Tuna Serzedello

Artigo para o encontro Arte e Sexualidade no Centro Cultural São Paulo em 12/11/2015

A sexualidade é a primeira decisão que tomamos que é inteiramente nossa. É um ritual de passagem. Uma maneira de se conhecer. Saber quem você é. Amadurecer. A partir da segurança dessa descoberta que podemos descobrir outras áreas da vida. Interessante que essa descoberta vem com data marcada pelos hormônios, ela terá que acontecer durante a adolescência. Além dela, temos que decidir outras coisas importantes para a formação da nossa essência - práticas e emocionais - que irão desembocar na escolha da profissão, estilo de vida, posições políticas, etc.

O desejo sexual iguala os seres humanos. O que nos faz igual é essa “vontade que nunca se satisfaz”. A escolha de como vamos lidar com o desejo nos diferencia. Daí decorrem as preferências sexuais, as abstenções, a promiscuidade, a castração, etc.

A arte, em todas as suas linguagens, tem como objeto de estudo o ser humano. Retrata o seu comportamento, critica suas incoerências, expõe suas hipocrisias. O artista é um ser fecundo de indignação pela sua condição humana. Almeja uma sociedade melhor a partir da relação entre sua obra e o mundo. A obra de um artista é combustível para a mudança, traz em si o gene da transformação. Quer povoar o mundo de novas ideias.

O sexo habita o ser humano desde sempre. Nascemos com um. Construímos uma identidade dependente ou independente dele na nossa cabeça. Experimentamos suas possibilidades. Aprendemos a usar. Nos relacionamos com o outro a partir dele. Usamos essas experiências para nos afirmarmos, nos sentirmos pertencentes ao mundo e na nossa relação com o outro. A relação com o outro nos define. Sem o outro não sei que eu sou.

A arte tem usado o sexo como ponto de contato entre os seres humanos para nos fazer refletir sobre nossa condição humana. A Humanidade é plena de sexualidade. Entendemos a arte a partir da nossa definição sexual. A sexualidade é uma baliza para o nosso gosto e nossa tolerância artística. Do ponto de vista do espectador vamos ao encontro artístico com o mesmo interesse de um encontro amoroso. Nos preparamos, nos vestimos, compramos ingressos, queremos nos apaixonar, mudar as nossas vidas, sermos arrebatados por uma visão de mundo. O artista também quer ter uma performance inesquecível, como nas noites de paixão em que um (a) amante quer surpreender seu parceiro (a) com novas formas, novas fantasias, quer fazer com que aquele encontro deixe marcas, seja inesquecível, por isso lança mão de artifícios sensoriais, cenográficos entre outros.

Tantos autores escreveram obras sobre sexo e colocaram o sexo em cena de diversas maneiras. A Arte é o reino do metafórico, dos signos, da provocação. Esconder imagens amplia o nosso reconhecimento da verdade. A “mentira” da cena noz faz ver com mais clareza a “verdade” da realidade. A arte é uma forma de erotismo.

Na minha experiência como autor, ator e diretor de teatro, uso a sexualidade para provocar e criar um canal de comunicação com a plateia. Um dos meus trabalhos mais recentes, a peça “Rolê”, que estreou no Centro Cultural São Paulo em 16 de outubro de 2015, foi escrita a convite da curadoria deste equipamento especialmente para o evento Mix Brasil que celebra a diversidade sexual e trata do assunto da descoberta da sexualidade na adolescência.

Foi a minha segunda incursão neste tema, já que em 2008 dirigi a peça “Cidadania” (Citizenship) do autor inglês Mark Ravenhill que falava de um jovem tentando descobrir a sua sexualidade. A peça era um olhar sobre a trajetória de um jovem ao se descobrir homossexual no início dos anos 2000. (A peça foi escrita em 2004).

Rolê”, escrita por mim 10 anos depois de “Cidadania”, já tem um outro olhar sobre o tema da sexualidade. Para esta peça, mais do que as trajetórias de descoberta da sexualidade o que me interessou observar foi a crise gerada pela “pesquisa” dos jovens e a maneira como os adultos observam essa geração. A peça traz os dois discursos. O do jovem e o da geração de seus pais. Um tema quase tão antigo quanto a descoberta do sexo, porem com um combustível a mais: os smartphones. A tecnologia mudou rapidamente a nossa maneira de lidar com uma das coisas mais íntimas do ser humano. Praticamente demolindo a fronteira entre o público e o privado, os celulares fizeram com que tivéssemos uma nova relação com o nosso corpo e nossos relacionamentos de uma maneira tão acelerada que as gerações que não foram criadas com esses aparelhos ainda não conseguiram processar.

Escrevi pensando em divertir e retratar um mundo diferente do que existia quando eu passei por essa fase. Fui adolescente no advento da AIDS. O sexo era perigoso, ou gerava uma vida (no caso de uma gravidez indesejada), ou a morte no caso de da AIDS. Agora as muitas opções e possibilidades que sempre existiram são menos reprimidas de serem exploradas. E como diz uma das personagens na peça: a liberdade é uma prisão. O texto revela um pouco do paradoxo deste momento em que tudo é possível e não sabemos como lidar com isso. Digo não sabemos no plural, pois os adultos também não sabem lidar com os jovens nesse momento – nunca souberam – e agora menos ainda. Culpa, confusão, desafios esperam pelos jovens nessa fase.

A moral dos julgamentos não perpassa a rapidez dos relacionamentos na era tecnológica e ajuda a abrir o abismo geracional. A escrita do texto “Rolê” partiu de duas premissas. Primeiro: a forma. Uma peça com cenas curtas, dois personagens, que mostrasse a rotatividade sexual dos primeiros parceiros e a busca por se encontrar uma “segurança” na sexualidade. O que eu sou? Hétero? Gay? Bi? Isso vai definir a minha vida? Segundo: a visão de diferentes jovens de uma mesma turma – visão de dentro – e a voz de um adulto – visão de fora. Dois discursos distintos. A peça quer visitar essa geração dos “rolezinhos”, sua maneira de agir, os selfies, a influência da mídia, dos outros, das redes. Uma geração que sabe muito e não sabe nada. Que está procurando uma definição. Rolê é um termo inventado por eles que significa um pequeno passeio. A peça é um pouco isso, um passeio, com vista panorâmica, por alguns dos possíveis comportamentos dessa geração, sem fazer lição de moral e que possibilite a encenação por um grupo de alunos em uma escola.

Mas a melhor maneira de aprender a fazer, tanto sexo quanto arte, é praticando. Só através da prática é que podemos obter o prazer. Físico no caso do sexo e intelectual no caso da arte. E se é difícil achar o limite entre corpo e mente então podemos concluir que arte é sexo, e vice-versa!

Tuna Serzedello

 São Paulo, 21 de setembro de 2015.

 



Escrito por Tuna Serzedello às 15h20
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E sexta feira agora estreia o novo espetáculo da Cia. Arthur-Arnaldo: "Rolê". Com Entrada Franca no Centro Cultural São Paulo.
Confira as datas e venha!
#role #ccsp #jovens #ciaarthurarnaldo #teatrodegraca @ciaarthurarnaldo



Escrito por Tuna Serzedello às 16h22
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