Diário da Cia. Arthur-Arnaldo por Tuna Serzedello
   
 
 

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99 – Pequena História do Brasil – 500 anos em 50 minutos, texto e direção de Tuna Serzedello.

A primeira incursão da Cia. por uma dramaturgia própria, desenvolvida em parceria com a Cia. Falbalá da Cooperativa Paulista de Teatro.

Um espetáculo para apenas duas atrizes, contando toda História do Brasil, desde o Descobrimento até o segundo mandato do FHC, de
uma maneira crítica e divertida, em apenas 50 minutos, a exata duração de uma aula. O espetáculo que ficou em cartaz no Teatro da Cultura
Inglesa em São Paulo por 3 meses e cumpriu longa temporada, até 2000, sendo apresentado no Projeto Arte nas Ruas da Prefeitura de São Paulo,
em unidades do Sesc do interior de São Paulo, no Instituto Moreira Sales em Poços de Caldas (MG) e escolas da rede pública e particular na capital,
interior, Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG). Foi descrito por educadores como “um espetáculo que ensina, diverte e dá suporte aos professores em sala de aula”.



Escrito por Tuna Serzedello às 18h07
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Imagens da "Revolução" - Festival de Curitiba - 1998











Escrito por cia.arthur-arnaldo às 17h57
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98- Revolução na América do Sul de Augusto Boal, direção de Tuna Serzedello.
Com a remontagem do texto de Boal a Cia. foi ganhadora do Prêmio Estímulo Flávio Rangel da Funarte em 97. A estréia do espetáculo, no Fringe do Festival de Curitiba do ano seguinte teve boa aprovação do público e crítica, garantindo uma temporada paulista no Teatro Sérgio Cardoso, onde teve sua atuação comentada da seguinte forma pela Revista Bravo! de outubro de 98




“O Banana, O Laranja e o José da Silva”.

Quatro décadas depois, texto de Boal que foi embrionário da dramaturgia nacional ainda corresponde a paradoxos políticos do país.

por Izaías Alamada

“Quem é esse José da Silva?”, pergunta o candidato. Essa pergunta tão prosaica, que prepara o final de Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, chega a incomodar pela crueza. quarenta anos depois de ser enunciada pela primeira vez, em outro contexto histórico e social, ela continua a ser respondida dos mais variados modos, mas nenhum de maneira honesta, para ficarmos no conceito ético da peça.
José da Silva, também conhecido como “o povo”, continua a ser lembrado de quatro em quatro anos pela maioria dos políticos em busca de votos para a manutenção da sua imunidade parlamentar, ou ainda como simples estatística para confirmar que estamos longe de nos constituir em país de Primeiro Mundo discurso tão ao gosto da nossa classe média.
Há que se elogiar a iniciativa do Grupo Arthur-Arnaldo pela lembrança de remontar um dos textos embrionários da construção de uma dramaturgia brasileira a partir dos anos 50. Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, Eles não usam Black Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho, ao lado de textos de Nelson Rodrigues, Jorge Andrade e Ariano Suassuna, são pioneiros na construção de uma dramaturgia brasileira contemporânea, fincada em raízes nacionais, que faz subir ao palco uma nova dimensão da nossa identidade cultural. Ou da falta dela.
O diretor Tuna Serzedello buscou adaptar para os nossos dias aquilo que o texto poderia apresentar de datado, fazendo-o com segurança e criatividade. o grupo se apresenta com garra interpretativa e de forma homogênea, bem ao gosto daquilo que o próprio Boal, enquanto encenador conseguiu em várias montagens do Teatro de Arena.
Música e coreografia, com incursões por um rap não totalmente assumido nos lembram isso de forma equilibrada durante toda a representação.
Nota-se, depois de todos esses anos que nos separam da montagem original do Arena, certa ingenuidade em certos momentos do texto, ingenuidade - a meu ver - que fica mais por conta da maneira irresponsável com que o país continua tratando suas mazelas do que propriamente da dramaturgia de Boal. Basta lembrar a “marcha da vassourinha”, por exemplo, com a qual Jânio Quadros se lançou contra a corrupção na sua época. Chega a ser desanimador constatar, 40 anos depois, que um candidato em São Paulo busca na dissimulação do bordão “rouba mas faz” (o tal combatido pela marcha da vassourinha) nos convencer da sua transparência e honestidade como candidato.
Tal paradoxo, só numa sociedade sem memória como a nossa, que Revolução na América do Sul já apontava havia quase meio século. Não interessa muito saber quem é esse tal de José da Silva.
Os figurinos e os elementos que vão compondo as cenas funcionam adequadamente ao tom de farsa encontrado pela direção, com a dupla de frutas, banana e laranja, simbolizando bem mais - talvez - do que o próprio grupo imaginou. É que, além de frutas populares que são e de poderem configurar uma caricatura arquitetônica do Congresso Nacional, como mostra o programa da peça, identificam as duas categorias mais encontradas entre nossos políticos profissionais: os bananas (que não dizem por que foram eleitos) e os laranjas (utilizados pelos poderosos lobbies antinacionais).
Revolução na América do Sul, de Augusto Boal. Com a Cia. Arthur-Arnaldo, direção de Tuna Serzedello. Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153), São Paulo. De quinta a domingo, até 25 de outubro.”


Escrito por cia.arthur-arnaldo às 17h40
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Escrito por cia.arthur-arnaldo às 17h40
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Escrito por cia.arthur-arnaldo às 17h39
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Fundada em 1996 com o objetivo de pesquisar e atualizar os temas sociais e políticos a Cia. realizou desde então as seguintes montagens:

96– A estória do Formiguinho ou Deus ajuda os bão, de Arnaldo Jabor, direção de Marcelo Lazzaratto.
O texto escrito para ser representado no CPC da UNE, conta a história de Formiguinho, favelado carioca impedido de construir uma porta no barraco por causa da burocracia brasileira, saindo em busca de autorização para construí-la e acaba descobrindo as estruturas do poder na América Latina.
A comédia de Formiguinho foi concebida como espetáculo de rua, inicialmente apenas para o Projeto Arte nas Ruas da Prefeitura de São Paulo, mas acabou ficando em temporada durante o ano todo, sendo convidada para a Mostra Sesc de Teatro Social de Rua e apresentada também em escolas carentes na periferia de São Paulo, como parte do projeto social do grupo.


Escrito por cia.arthur-arnaldo às 17h39
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Cia. Arthur-Arnaldo na web

Finalmente a Cia. Arthur-Arnaldo ganhou um endereço eletrônico para expor sua história, idéias, projetos, espetáculos e etc...
Aqui vamos contar o histórico da Cia. seus projetos futuros dar dicas de espetáculos em cartaz, publicar textos, opiniões e fotografias, enfim um pouco de tudo.
Bem-vindo!




Escrito por cia.arthur-arnaldo às 17h16
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