Diário da Cia. Arthur-Arnaldo por Tuna Serzedello
   
 
 

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Crítica: É um bate papo, mas tem que ver

Quem lê pode pensar que se trata de uma montagem para jovens, o que é também. Bate Papo é imperdível.


Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (mlcandeias@aplausobrasil.com)

 

SÃO PAULO - Bate Papo está em cartaz no Espaço dos Satyros 1 nos fins de semana e você não vai ser bobo de perder. É uma espécie de obra-prima, porque trata de um assunto que o Ocidente de modo geral (Freud entre outros) simplesmente não se preocupou em estudar com a atenção necessária. Ou seja, de um modo geral, a adolescência – a transição entre a infância e a vida adulta – foi pouco enfocada, considerada como período difícil, mas rápido e instável.

 

Quem lê pode pensar que se trata de uma montagem para jovens, o que é também, mas, além disso, é uma descoberta trágica para os mais velhos. Confesso que deixei o teatro numa espécie de estado de choque.

 

O texto do irlandês Enda Walsh é um retrato tocante de um trecho angustiante das vidas de todos os que já viraram adultos, mesmo os da terceira idade, e um consolo para os adolescentes que, provavelmente, encontrarão lá suas angústias e inquietações.

 

É surpreendente e uma maravilha! A encenação é absolutamente singela, pois retrata uma sala de bate papo pela internet: algumas cadeiras que variam de posição conforme os grupos de conversação se formam, já que ora uns conversam, ora outros.

 

O ótimo cenário e os figurinos bem adequados levam a assinatura de Soledad Yunge.

 

O elenco composto por três atores e três atrizes é muito eficiente. Especialmente os dois protagonistas, Taiguara Chagas que se encarrega de Jim (o jovem na berlinda), e Velson D’Souza que dá conta de William, o mais agressivo deles.

 

Pelo que foi dito, já dá para concluir que a direção de Tuna Serzedello acertou tanto na concepção da montagem como na condução dos atores.

 

Além deles, cabe destacar a correta iluminação de Marcelo Gonzalez e a tradução de Marco Aurélio Nunes. Quanto à trilha sonora da própria Enda Walsh, é toda cantada em inglês como pede a escritora e produz um certo estranhamento na platéia. Não chega a prejudicar a fruição de sua peça atualíssima e de extremo bom senso. NÃO PERCAM.

 

 *Maria Lúcia Candeias é Doutora em teatro pela USP e Professora Associada pela UNICAMP

 

BATE PAPO - Texto - Enda Walsh. Direção - Tuna Serzedello. Tradução - Marco Aurélio Nunes. Elenco - Carú Lima, Julia Novaes, Jussane Pavan, Gabriel Malo, Taiguara Chagas e Velson D'Souza. Produção - Companhia Arthur-Arnaldo da Cooperativa Paulista de Teatro. Temporada - até 28 de outubro. Horários - sábados, às 19 horas, e domingos, às 18h30. Local - Espaço dos Satyros I. Endereço - Praça Roosevelt, 214 - São Paulo. Telefone - (11) 3258-6345. Ingressos - de R$ 20,00 a R$ 5,00. Dias 13 e 14 de outubro você decide o quanto quer pagar.



Escrito por Tuna Serzedello às 09h22
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