Diário da Cia. Arthur-Arnaldo por Tuna Serzedello
   
 
 

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Biblioteca do Enda?




O sonho do autor irlandês Enda Walsh (na foto acima) pode se tornar realidade.

É que quando negociamos os direitos de montagem da sua peça Chatroom (Bate Papo) ele nos cedeu os direitos e pediu que sua % de bilheteria fosse revertida na compra de livros de teatro a serem doados à uma escola ou comunidade carente. Ele esteve visitando o Brasil e viu de perto nossas necessidades e a falta que faz o estudo formal e o estudo de teatro por aqui.

Acontece que o espetáculo foi contemplado com o Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro e com mais o que arrecadou na bilheteria nesses 2 meses de temporada já dão para formar uma pequena biblioteca com algo em torno de uns 200 livros.

O local escolhido para sede dessa biblioteca, a "Biblioteca do Enda" foi o Satyros Pantanal. O levantamento das necessidades de leitura dessa população já está sendo feito e os livros serão separados pelo Sebo do Bactéria.

Esperamos poder inaugurá-la em breve.

Parabéns ao Enda e aos Satyros pelas belas iniciativas! Um dramaturgo e um grupo de teatro podem ajudar a mudar uma realidade, mesmo.

Escrito por Tuna Serzedello às 22h45
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Animação.




Além da alegria de toda a movimentação por conta da peça Bate Papo no Second Life e a prorrogação da temporada no Satyros UM até dia 9 de dezmbro (domingos, 18h30), a Cia. Arthur-Arnaldo está animada com a apresentação que fará do espetáculo "O HOMEM QUE ERA UMA FÁBRICA" de Augusto Boal, gratuitamente, para o projeto social do Satyros no Pantanal.

A apresentação será no próximo dia 17 de novembro às 21h30. Se você estiver por perto apareça!

E no dia 7 de dezembro apresentação gratuita da peça Bate Papo no mesmo endereço, anote aí.

Espaço dos Satyros Pantanal - Rua Vistosa Madre de Deus, 40B Jardim Pantanal – Tel. 3258 6345


Escrito por Tuna Serzedello às 22h29
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Mais sobre o debate e o Second Life...




Centro Cultural Bradesco apresenta atrações digitais
07/11/2007 - 09:51

Peça teatral e shows no Second Life

Auditório virtual do Centro Cultural Bradesco é palco para a primeira montagem teatral brasileira no Second Life. Na seqüência, apresenta concerto da Orquestra de Laptops de São Paulo e show de Tom Zé.

Sem cimento, tijolos e vidros, com atividades distribuídas por várias mídias, o Centro Cultural Bradesco traz para o seu auditório virtual, a partir de quarta-feira, 7 de novembro, às 19h, a primeira encenação teatral brasileira no Second Life.

O espetáculo "Bate-papo", escrito em 2005 pelo autor irlandês Enda Walsh, foi descrito pela crítica Kate Kellaway do jornal The Observer como: "Inteligente, engraçada e desconfortável. Para fazer pensar platéias de todas as idades".

"Bate-papo" traça, sem moralismos, um retrato da geração internet e narra a história de pessoas que se relacionam em salas de bate-papo, apresentam-se como adolescentes, usam nick names, discutem temas de Harry Potter a suicídio, relegando a importância do contato em ambientes reais. Dirigida por Tuna Serzedello, a peça é encenada pela Cia. Arthur-Arnaldo, em cartaz no espaço Satyros, na Praça Roosevelt, o novo centro da cena teatral paulistana.

Em seguida à apresentação, das 20h às 22h, a psicanalista Maria Rita Kehl, o diretor do espetáculo Tuna Serzedello, e Sandra Inês, da Fundap e da USP, debaterão os limites da web na terra de ninguém, mediado por Gilson Schwartz, professor da USP e curador do Centro Cultural Bradesco.


Escrito por Tuna Serzedello às 22h18
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O Estadão publicou matéria legal sobre a versão da peça para o Second Life:

Atores brasileiros encenam peça no Second Life
É o primeiro espetáculo nacional no mundo virtual, que discute comportamento da 'geração internet'
Marilu Araujo, do estadao.com.br

SÃO PAULO - Em vez do palco tradicional, a Companhia Arthur-Arnaldo, da Cooperativa Paulista de Teatro, apresentará nesta quarta-feira, 7, às 19 horas, uma peça virtual. O local escolhido para discutir a chamada "geração internet" com a peça Bate-papo foi o universo digital do Second Life. Assim, a companhia se torna a primeira brasileira a se apresentar na forma de avatar.


Avatares de atores encenam a peça Bate-papo; acima, os atores no espetáculo real. Fotos: Divulgação

Escrita em 2005 pelo irlandês Enda Walsh e dirigida por Tuna Serzedello, a peça mostra sem pudores como age e pensa a geração internet, que cada vez mais troca o mundo real pelo universo virtual, por meio da história de seis pessoas que conversam numa sala de chat na web.

Os personagens se apresentam como adolescentes, usam nicks (apelidos adotados nas salas virtuais de bate-papo) e discutem sobre temas que vão de Harry Potter a suicídio, passando por celebridades como Britney Spears.

Logo após a apresentação, às 20 horas, haverá um debate com a psicanalista Maria Rita Kehl, o diretor do espetáculo Tuna Serzedello, e Sandra Inês, da Fundap e da USP, sobre o tema “Os limites da web na terra de ninguém”. O debate será mediado por Gilson Schwartz, professor da USP e curador do Centro Cultural Bradesco, que sedia o evento. Tudo isso no ambiente virtual.

O Centro Cultural Bradesco no Second Life fica nas coordenadas Bradesco (128, 128, 0).



Escrito por Tuna Serzedello às 22h11
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Sobre a versão do Bate Papo no Second Life:

INÉDITO - Teatro no Auditório do Centro Cultural Bradesco
November 5th, 2007
Pela primeira vez, Second Life é palco para “Bate-papo”, com direção de Tuna Serzedello

Nesta semana, o Centro Cultural Bradesco traz uma inovação para o seu auditório. Trata-se da primeira exibição de uma peça de teatro no Brasil no Second Life.

“Bate-papo”, escrita pelo inglês Enda Walsh e dirigida por Tuna Serzedello, será transmitida no Centro Cultural Bradesco e exibida em escolas da rede privada e pública.
Após a exibição, das 20h às 22h, abre-se um debate que também será transmitido no Auditório do Centro Cultural Bradesco, com a participação de Maria Rita Kehl, psicanalista e ensaísta, Tuna Serzedello, diretor do espetáculo, Sandra Inês, pesquisadora em educação e mediação de conflitos e Sônia Bertochi, do projeto EducaRede.

O tema da noite é “Bate-Papo nos Limites da Terra de Ninguém”. O debate será mediado por Gilson Schwartz, professor da USP, diretor da Cidade do Conhecimento e curador do Centro Cultural Bradesco no Second Life.


Não perca. O link do CCB é http://tinyurl.com/2ax7xe, e a rádio online, para quem não consegue acessar o Second Life, é http://tinyurl.com/28duq2.

Uso da Tecnologia


A questão pertinente nos mundos virtual e real é como a tecnologia pode ser utilizada para favorecer o exercício da ética, da participação e do conhecimento.

A mesa-redonda acontece no Colégio São Domingos (rua Monte Alegre, 1.083 - Perdizes).

Ficha técnica

Bate-Papo

Autor: Enda Walsh
Diretor: Tuna Serzedello
Elenco: Carú Lima, Julia Novaes, Jussane Pavan, Gabriel Malo, Taiguara Chagas e Velson D’Souza

Ao vivo

A peça fica em cartaz até 9 de dezembro no Espaço dos Satyros 1 (pça. Franklin Roosevelt, 214, República, região central, tel. 3258-6345). Lugares: 80; duração: 60 minutos; 14 anos. Ingr.: R$ 20.

Escrito por Tuna Serzedello às 22h08
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Originalmente publicado no blog Comentários sobre Teatro do Rodrigo Contrera: (http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/10/bate-papo-de-enda-walsh-dir-tuna.html)

Bate Papo (de Enda Walsh) (dir. Tuna Serzedello) (Satyros 1, domingos, 18h30, até dezembro)
Texto: Esgrimas verbais entre jovens de 14 a 16 anos, "presos" a salas de chat. Os registros variáveis, muito empáticos, provocam reações as mais diversas, cômicas a dramáticas. Os personagens, embora presos a suas idades e (suposta) imaturidade, questionam e questionam-se continuamente. O frescor da idade e as referências à cultura pop enquadram o espectador em seu lugar (adulto?) seduzindo-o a embarcar na mentalidade de meninos e meninas imersos em tédio, questionamentos e vacuidade impostos por uma sociedade controladora. Os chats: palcos de fuga e encontro.

Enredo: Simples, eficiente e extremamente bem resolvido. A personagem do menino órfão de pai convida imediatamente (novamente) a uma forte empatia. A idéia (num primeiro instante, aparentemente inócua) - de um chat que convida ao suicídio de um garoto - a tal ponto torna-se palpável pela construção da situação que é quase possível ver "circos" se fechando e abrindo, ao correr da pena do autor. Mesmo previsível, o clímax dramático impacta.

Cenário: Seis cadeiras, uma mesa, dois monitores de tv. A iluminação acompanha os diálogos: nada incentiva a menor dispersão. O descarte momentâneo dos personagens leva-os ao limbo da escuridão. Nada existe, a não ser a presença pela palavra. No embate final, as posições assumem-se como campo de guerra. Pode-se ver o mundo aparecendo por meio do uso das cenas de vídeo (que, contudo, deixam alguma dúvida quanto àquilo que se vê). No encontro final, restam apenas dois seres humanos, em busca. Um detalhe a observar é que, pelo espaço disponível, a iluminação poderia ser mais certeira.

Atuações: Adequadamente restritas aos perfis dos personagens. Taiguara Chagas explora ao máximo o perfil do garoto acachapado pela família e condições (destaque para a narrativa do abandono pelo pai). Velson d'Souza explora, na medida da convicção (que cede), a vertente sádica do adolescente prenhe por qualquer mudança (em especial pelo pior). Julia Novaes, que num primeiro momento encarna, de forma muito empática, a adolescente revoltada pela traição de seus heróis da mídia (Britney), assume-se de vez no apoio aos planos do personagem de Velson, chegando inclusive a superá-lo. A caráter, Jussane Pavan a tal ponto parece transparecer a singeleza da mágoa adolescente que por vezes mal requer espaço no texto. Gabriel Malo acompanha Jussane com força e integridade, somatizando a divisão que invade o personagem. Carú Lima, interpretando a atendente de um chat de suicidas, encarna com força atroz (quase às lágrimas) o único personagem de idade (aparentemente) mais avançada. Elenco que brilha com um texto explorado em seus mínimos detalhes (em timing e ruídos, inclusive).

Direção: Certeira.

Postado por Rodrigo Contrera às 19:25

Escrito por Tuna Serzedello às 22h02
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