Diário da Cia. Arthur-Arnaldo por Tuna Serzedello
   
 
 

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CIDADANIA reestréia em temporada gratuita.
Espetáculo conta com 6 indicações ao Prêmio FEMSA 2008.


O espetáculo CIDADANIA, do autor inglês Mark Ravenhill, retorna aos palcos para temporada popular no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso com entrada franca.

CIDADANIA foi escrita em 2005 para o National Theatre de Londres, alcançando um grande sucesso ao abordar um tema polêmico: a descoberta da sexualidade na adolescência. Tom sonha que está sendo beijado, mas não sabe se é por um homem ou uma mulher. Ao acompanhar Tom pela busca de sua identidade sexual, o espectador conhece a galeria de personagens desenvolvidos por Ravenhill que traçam um retrato do jovem de hoje.

A versão brasileira é a segunda incursão da Cia. Arthur-Arnaldo, dirigida por Tuna Serzedello, no Teatro Jovem, traduzida e produzida por Soledad Yunge.

A montagem recebeu 6 indicações para o Prêmio FEMSA 2008: Melhor Espetáculo Jovem, direção (Tuna Serzedello), ator (Fábio Lucindo), ator coadjuvante (Guto Nogueira), ator revelação (Leonardo de Vitto) e trilha sonora (Tuna Serzedello).

Não é todo dia que aparece uma montagem voltada para os adolescentes tão bacana quanto esta.” VEJA SP

Sem cair em lugares comuns a Cia. Arthur-Arnaldo é ousada ao encarar a questão da descoberta da sexualidade.” Folha de São Paulo

Ravenhill flagra certa juventude urbana afundada no tédio e na promiscuidade sexual.” Estado de São Paulo

Serviço:
Espetáculo Teatral CIDADANIA (Citizenship)

Local: Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso - Rua Deputado Emilio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoerinha – tel: 3984-2466
Datas: sábados 20h e domingos 18h30
Temporada: de 1 a 23 de novembro de 2008 (não haverá espetáculo no dia 16 de novembro)
ENTRADA FRANCA - retirar ingresso com 1 hora de antecedência
Dicas de como chegar: http://escuta.estudiolivre.org/?page_id=359
Lotação: 178 lugares
Classificação indicativa: 14 anos

Ficha Técnica
Autor: Mark Ravenhill
Tradução: Soledad Yunge
Direção: Tuna Serzedello
Elenco: Fábio Lucindo, Júlia Novaes, Ricardo Estevam , Paulo Moreno, Leonardo de Vitto, Guto Nogueira, Jussane Pavan , Patricia Faolli, e Taiguara Chagas
Iluminação: Marcelo Gonzalez
Cenários e Figurinos: Soledad Yunge
Direção de Produção: Soledad Yunge
Realização: Cia. Arthur-Arnaldo da Cooperativa Paulista de Teatro

Informações: cia.arthur-arnaldo@uol.com.br






Escrito por Tuna Serzedello às 23h03
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Esse texto foi publicado na Revista Quarteirão Paulista desse mês:

Você pode ler aqui e/ou baixar a Revista inteira em pdf lá: http://www.quarteiraopaulista.com.br/

Testemunha ocular da história.

 

 

O incêndio do Teatro Cultura Artística destruiu uma das maiores salas de espetáculo da nossa cidade.

Arrasou cadeiras, refletores, coxias e camarins. O único resquício de arte que por lá ficou foi o painel de Di Cavalcanti intocado na fachada. Como se fosse uma metafóra para dizer que a arte vai ressurgir das cinzas.

O painel intocado do lado de fora está segurado pelas milhares de gargalhadas durante os anos de temporada do “Mistério de Irma Vap”.

Não há fogo que queime os momentos precisos que aquelas salas viveram e que ficaram na memória dos inúmeros espectadores que por lá passaram.

As salas viram o “Rei Lear” dividir suas terras, vivido por Paulo Autran, presença constante neste palco. Vai ver que o motivo do incêndio foi este, as chamas reclamaram a ausência do Paulo Autran, que o destino escolheu para que em sua última peça, desfilasse seu talento naquelas tábuas.

Paulo Autran e Cultura Artística que vi juntos muitas vezes, em “O céu tem que esperar”, “Para Sempre”, “Rei Lear”, “O Avarento” para citar algumas obras recentes.

A vida do Cultura Artística sempre esteve ligada a figura do “grande ator”, como nos teatros de antigamente aquela figura que levava o público para vê-lo, não importando a peça que estivesse levando na época. Foi assim no Cultura Artística com Sérgio Cardoso, Jaime Costa, Procópio e Bibi Ferreira, Antonio Fagundes, Marco Nanini, Ney Latorraca, entre muitos outros.

Ter um espetáculo de sucesso em uma sala de 1156 não é fácil.

O teatro será reconstruído, mas e sua memória?

Pode-se reconstruir o edifício, mas as histórias, os artistas, as lembranças que aquele espaço abrigava não terão lugar no sonho do mais talentoso arquiteto.

Como reconstruir o palco que abrigou Cacilda Becker? O camarim que foi testemunha da maquiagem de Maria Della Costa? O refletor que iluminou Dercy Gonçalves?

Mas há esperança.

O painel é a esperança.

O painel que saudou todos esses artistas e o público na entrada do teatro por todos esses anos.

O painel que viu a vizinhança do Cultura Artística se deteriorar por anos, e depois, como uma Fênix, ressurgir e mudar de cara com a revitalização da Praça Roosevelt e a proliferação de teatros na sua vizinhaça.

Os vizinhos se instalaram lá buscando iluminar ainda mais o brilho do Cultura Artística, dividiram com ele a pequena Rua que dá acesso a Nestor Pestana.

Os Satyros, os Parlapatões, a Opera Buffa, o Teatro do Ator, Teatro Studio, e os demais vizinhos vão estar renovados com o novo plano de revitalização da Praça Rosevelt, agora é só esperar que o Cultura Artística renasça trazendo com ele novos espetáculos, novas histórias, e formando novos espectadores.

O painel do Di Cavalcanti estará lá para testemunhar mais esse avanço da nossa história.

Adeus Cultura Artística. Bem-vindo Cultura Artística.  

 

 

fotos retiradas do site:http://www.ceramicanorio.com/paineis/dicavalcantiteatcultartistica/dicavalcantiteatcultartistica.html



Escrito por Tuna Serzedello às 14h11
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E por falar em Satyrianas...

Aproveito para dar o meu destaque a maratona teatral que acontecerá durante o evento, um texto inédito do poeta Sérgio Mello, autor do belo "Aos ossos que tanto doem no Inverno".

Sérgio escreveu um texto curto em homenagem ao grande ator Paul Newman, falecido recentemente.

A peça é "Olhos azuis num retrato branco e preto" com direção de Soledad Yunge e Cacá Amaral e Eucir de Souza no elenco.

Anote aí:



Escrito por Tuna Serzedello às 10h05
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Últimos dois dias.

Esse domigo tem e nas Satyrianas, também!

 



Escrito por Tuna Serzedello às 09h58
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